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APENAS 4 A CADA 10 

BRASILEIROS CONFIAM 

NO JORNALISMO

85% DAS PESSOAS

 SE INFORMA PELAS 

REDES SOCIAIS

BRASIL FICA EM 

ÚLTIMO LUGAR 

NO RANKING DE

IDENTIFICAÇÃO DE

CONTEÚDOS FALSOS 


CUSTO 
DA 
DESINFORMAÇÃO

De hobby a um dos maiores perfis de entretenimento do Brasil, entenda como a Choquei passou a disputar espaço no debate público

Camila Martins, Millena Nogueira e Thayná Araujo

01/06/2026 

               publicitário Raphael Sousa Oliveira, conhecido por fundar e administrar a página Choquei, foi

               preso temporariamente no dia 15 de abril de 2026 após acusações de participar de suposta

              organização criminosa  em operação que ficou conhecida como Narco Fluxo. Após os escândalos iniciais, a conta pessoal do publicitário foi desativada da rede social Instagram, entretanto, o perfil Choquei, responsabilizado pela divulgação de plataforma ilegais, conteúdos para limpeza de imagem pública de outros envolvidos na investigação e disseminação de informações falsas, continua ativo e opera com uma pequena perda de seguidores. 

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POR DENTRO
DA CHOQUEI

A conta no Instagram, X  (antigo Twitter) e Tik Tok carregam juntas cerca de 38.6 milhões de seguidores que acompanham “tudo sobre os acontecimentos mais recentes do Brasil e do mundo". Mas nem sempre foi assim. Em 2014, o então funcionário da TIM, Raphael Sousa Oliveira, conciliava o hobby de postagens nas redes sociais com emprego formal que já exigia o celular nas mãos durante todo o expediente. Meses depois, os 100 mil seguidores atingidos garantiram ao goiano mais do que as simples publicidades antes ofertadas aos estabelecimentos da região, parcerias com marcas como Ambev e Americanas. O influencer ampliou público, conteúdo e equipe. No ano de  2018, a página expandiu oficialmente para o X, onde consolidou o estilo de "notícias de fofoca em tempo real”, principalmente na cobertura de reality shows que estavam na boca do povo, como Big Brother Brasil e A Fazenda, inclusive com mídia paga. 

Foi na pandemia que a Choquei integrou a chamada Banca Digital, uma agência de marketing especializada na integração entre criadores e marcas para promoção de publicidade e conteúdo digital. A parceria durou apenas um ano devido a rigidez das interferências nas negociações, “todo trabalho precisaria ser intermediado",  justificou Sousa para Piauí em novembro do ano seguinte. Apesar da fala anunciada, em 2022 há ainda registros de parcerias até o mês de julho. 

Com informações entregues freneticamente nas telas dos usuários, em meio a copa e eleição, aquele mesmo ano protagonizou o estrelato da Choquei, que deixou de apenas falar sobre acontecimentos recentes no mundo dos famosos, e ampliou-se para ciência, curiosidades, religião, política nacional e internacional. É o caso do confronto geopolítico que nasceu junto à criação da página. O escalonamento do conflito histórico entre Rússia e Ucrânia foi responsável pelo crescimento exponencial do perfil nas redes sociais. Em entrevista no Flow Podcast, Sousa revelou que noticiaram a guerra “antes do plantão da Globo”, a maior emissora do país. Ainda nesse ritmo, a disputa eleitoral entre Lula (PT) e Bolsonaro (PL) proporcionou a página coberturas políticas intensivas e engajamento a nível global. Entre os conteúdos, a postura favorável ao candidato petista adotado pelo time de criação do portal foi, segundo o criador, um consenso entre os integrantes, “é por conta da não reeleição de Bolsonaro” , relatou ele na mesma transmissão naquele ano. De acordo com monitoramento realizado pela FGV ECMI no período do segundo turno, a Choquei era a principal página do agrupamento que atraiu mais usuários. O destaque se repetiu ao longo do processo político. Entre outubro de 2022 e março de 2023 a conta obteve mais de 3 milhões de seguidores.

O crescimento não parou por aí. Até maio de 2026, a Choquei acumulava 26, 7 milhões de seguidores, cerca de 74.4 mil publicações com médias de 92 mil curtidas e 1.88 mil comentários em cada lançamento. Entre fluxo intenso de postagens,  o debate público sobre conteúdos falsos na internet incidiu fortemente sobre a página e acenderam alertas sobre a responsabilidade social de canais com tamanho alcance.

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Dados estimados por Instagram Profile Analyzer Inflact em maio de 2026

MODUS
OPERANDI

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Uma equipe com cerca de 15 pessoas são as responsáveis por produzir as mídias disparadas nos portais da Choquei, além da assessoria que garante que o perfil esteja sempre ativo. Com um salário fixo e bonificações por postagens que conquistam grande repercussão, as produções não tem uma meta fixa. “Tem dia que fazemos 40, 50, 60 postagens. E outros não chega a 10, dependemos do que está acontecendo no mundo”, declarou Raphael a Pedro Permuy da Folha Vitória. Contudo, o planejamento ajuda a distribuir as demandas de forma a não "correr" contra o tempo. Atentos a tudo, a página opera com a replicação de conteúdos já publicados em outros veículos, perfis da rede que provoquem engajamento ou tenham relevância. 

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Fotos apelativas, linguagem simples, palavras em caixa alta, sirenes de emergência e classificação do conteúdo como “grave” ou “urgente” despertam o interesse de quem rola o feed. “A fonte de notícias mais rápida do Brasil”, como se intitulam, hoje, é responsável por entreter o público com uma mensagem produzida por quem entende bem como capturar a atenção virou nicho de mercado. No meio de tantas fofocas e reutilização de pautas, surgem direcionamentos e gatilhos mentais de publicidades nem sempre anunciadas, mas que invadem o inconsciente para promoção de pessoas, marcas e opiniões.  Assim, a disseminação em massa de um conteúdo simula um falso consenso da opinião pública. Embora perfis de fofoca e entretenimento digital variem em tamanho e alcance, muitos compartilham de estratégias semelhantes de circulação de informação. Observa-se um mesmo modus operandi baseado na rapidez e no apelo. Assim, como um caso emblemático a Choquei torna-se um fenômeno digital algorítmico pronto para ser reproduzido.

Fonte: Reprodução Instagram @choquei
 

O problema se agrava quando o tempo permite analisar que para além da divulgação de “publis” ocultas, as fake news nessas páginas não são um caso isolado. Para o dono da página Choquei, o compromisso com apuração e parcialidade “é papel para jornalista”, como dito em entrevista ao Barbacast. Sem a produção de conteúdos autorais e investigativos, a fonte primária a ser republicada é que tem vez. O criador afirma que, caso haja erros, o time de criação busca solucioná-los, e se uma pessoa mencionada contatá-los diretamente, incluem o posicionamento. É observado que quando questionados pela grande mídia, retratam-se e realizam a exclusão do post. Apesar do constante distanciamento de uma responsabilidade pelo conteúdo divulgado , justamente pelos motivos citados, as métricas de repercussão revelam que as opiniões adversas a respeito do não compromisso ético desse e outros portais derivam sim de uma causa justa.

INTERNET, TERRA SEM LEI?

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                  esde janeiro de 2021, no aplicativo X, publicações analisadas como falsas ou com

                 informações distorcidas possuem a ferramenta “contexto”, que possibilita aos usuários o

                 questionamento do que foi publicado. Em levantamento realizado entre 2024 e 2025 do "Community Notes Leaderboard" (um quadro feito por desenvolvedores e analistas de dados que monitoram a API do X), informou que a página Choquei apareceu com centenas de notas de correções confirmadas nas publicações, o que a posicionou estatisticamente em 3º lugar no mundo no volume total desse tipo de advertência da comunidade, atrás apenas de contas internacionais voltadas a teorias da conspiração. Da divulgação de uma suposta lista de convocados para a Seleção Brasileira durante a Copa de 2026 a vídeos com feitos mirabolantes gerados por IA, a página segue a perpetuar desinformação em massa.  Atualmente a linha editorial do perfil concentra-se em conteúdos cotidianos de menor repercussão pública e fofocas triviais. A estratégia reduz o incentivo para que a audiência verifique a veracidade das fontes, e resulta em um consumo mais passivo por parte dos usuários.

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NÃO SE ESQUEÇAM DA JÉSSICA

Jéssica Canedo, de 22 anos, era natural de Araguari, município localizado no Triângulo Mineiro, MG. Era estudante e durante anos tratava de um quadro de depressão severa. A vida da jovem ganhou repercussão nacional em dezembro de 2023, após ser vítima de ataques virtuais  devido a divulgação de conversas falsas que a associavam romanticamente ao humorista Whindersson Nunes, o que o próprio negou. Em resposta aos milhares de ataques recebidos, após a republicação da Choquei, a jovem fez questão de ir a público se posicionar, através de vários stories (postagens que somem após 24 horas), e pedir “pensem nas consequências do que vocês estão fazendo”. Mas o apelo não funcionou, em 22 de dezembro do mesmo ano, Canedo cometeu suicídio. A resposta da página veio em forma de sarcasmo e de uma nova publicação do anúncio da morte. O caso ganhou extrema repercussão entre políticos e especialistas, e trouxe à tona a atuação das páginas de fofoca e os limites éticos do que divulgam.  O canal apagou a postagem e, em nota pelos stories, publicou  o pronunciamento da assessoria jurídica, assinado pela advogada Adélia de Jesus Soares. Vale ressaltar que, apesar de ter assinado, a advogada decidiu não representar o caso. A nota dizia que "o compromisso deste perfil sempre foi e será com a legalidade, responsabilidade e ética na divulgação de informações dentro dos limites estabelecidos na Constituição Federal". A resolução do caso veio através do inquérito da PCMG (Polícia Civil de Minas Gerais) ao compreender que a vítima havia criado as capturas de telas falsas divulgadas. O procedimento escolhido pela página foi seguir a rotina de trabalho, e assim, a memória a respeito do caso foi embora aos poucos, juntamente com as críticas dos usuários deixadas nos conteúdos seguintes. 

CIVILIZAÇÃO escondida?

Em 2022, a publicação retratada com tom de patriotismo por uma nova descoberta gerou repercussão imediata e resultou na retratação e exclusão do post. A suposta cidade futurista soterrada, "Ratanabá", sugeria que o Brasil estava diante do maior achado da história da humanidade e que isso explicaria o "interesse internacional" e a cobiça estrangeira sobre a Amazônia brasileira. O nome da cidade misteriosa ficou nos Trending Topics por dias. Pessoas comuns, e influenciadores começaram a replicar a informação da Choquei como se fosse um fato jornalístico consolidado. A comunidade científica, agências de checagem e internautas rebateram a publicação imediatamente, ao apontar a total falta de fontes, o absurdo cronológico (os 450 milhões de anos) e o histórico do grupo Dakila Pesquisas.

RICHTHOFEN, A NOVA PEOA

Em abril deste ano, Choquei publicou pela rede social X, que Suzane von Richthofen,  condenada a 39 anos de prisão por mandar matar os pais, estava cotada para participar do programa da Record, A Fazenda. Dezenas de outros perfis de fofoca e portais de subcelebridades replicaram a informação minutos depois. Em poucas horas, o público já tratava o boato como verdadeiro.  O diferencial desse caso foi a velocidade da resposta institucional. Geralmente, emissoras de TV ignoram listas de supostos participantes de realities para inflar o buzz em torno do programa. A emissora veio à público se manifestar sobre os rumores, e esclareceu que “a informação divulgada por diversos perfis a partir da publicação feita pelo @choquei é FALSA. Suzane von Richthofen jamais foi cotada ou pensada para o reality show”. 

OPERAÇÃO
NARCO
FLUXO

Envolto em polêmicas e escândalos na internet, Raphael Sousa Oliveira, que já havia sido investigado, esteve novamente no centro dos holofotes em abril deste ano. A operação Narco-Fluxo que investiga lavagem de dinheiro da organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) através de artistas e influenciadores digitais, identificou o goiano como suposto "operador de mídia" e o prendeu preventivamente. No perfil da marca do criador de conteúdo, o pronunciamento veio através de uma publicação que não permite comentários, quase uma semana depois. O posicionamento obtido foi a desvinculação a atividades ilícitas apontadas nas acusações e a decisão de manter o perfil ativo durante as investigações. 

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Fonte: Instagram @choquei

Segundo a apuração que se desdobra a partir das operações Narco Vela (focada na exportação de cocaína via portos brasileiros) e Narco Bet (uso das "bets" como lavanderias de dinheiro), Raphael foi responsável por receber repasses milionários para legitimar a imagem pública de figuras centrais da organização e fazer circular o capital obtido. O esquema detectado pela PF (Polícia Federal) revelou uma arquitetura financeira, na qual a economia de entretenimento e da influência digital, através de receitas advindas de shows, direitos autorais de plataformas de streaming e publicidade digital, serviam como fachada para transações milionárias. Nesse contexto, a Choquei, de acordo com a PF, teve o papel central na contenção de danos  e o impulsionamento de novos usuários para plataformas de apostas que eram, na realidade, mecanismos de circulação financeira do PCC.

Com a decisão, o TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região)  após a prisão preventiva de 15 de abril até dia 14 deste mês – período de 29 dias, em prisão de segurança máxima – Raphael responde às acusações em liberdade,  porém impossibilitado de deixar o país.  Um dos advogados da causa, Pedro Paulo de Medeiros, que faz carreira com ênfase em crimes econômicos, defende que o acusado “não tem qualquer ato ilegal praticado”. Segundo o reels de exposição feito nas redes sociais, no dia da soltura pelo criminalista, o cliente “fazia publicidade de uma certa figura pública e recebia por isso", explicou Medeiros sobre a legitimidade das ações do influenciador ao apontar inclusive a comprovação por notas fiscais emitidas.

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Fonte: Instagram @raphaelsoux (Desativado no momento)

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Muitas pessoas comentam, compartilham e atacam sem perceber o impacto real dessas mensagens, como se aquilo escrito na internet não atingisse alguém de verdade.

Luísa Sônego, Psicóloga

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DESCRÉDITO AO JORNALISMO

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                mbora o debate seja antigo, o fenômeno conhecido como descrédito ao jornalismo,

                caracterizado pelos questionamentos da sociedade sobre a legitimidade, a imparcialidade e a

                credibilidade das informações publicadas, ganhou novas dimensões com o crescimento do uso das tecnologias e a presença cada vez maior das pessoas online. A forma de consumir notícias se transformou, antes a circulação da informação ocorria de maneira mais lenta e concentrada em veículos tradicionais. Agora, a imprensa adapta-se ao ambiente digital e disputa espaço com o boom das páginas de fofoca e entretenimento, que ao utilizarem recursos semelhantes aos do jornalismo digital, como manchetes chamativas, linhas finas, imagens e linguagem informativa, dificultam a identificação do que é jornalismo e do que apenas se apresenta como tal. “Hoje está tão bem estruturado que chega para essa pessoa em um formato que faz acreditar que aquilo é o G1 da Globo quando não é”, afirma Rita Donato, jornalista e professora universitária. Mas a principal diferença encontra-se na apresentação de um fato com apuração rigorosa, um dos princípios do código de ética do jornalismo. 

Ao dizerem que repercutem notícias veiculadas a portais jornalísticos, fala comum entre responsáveis por perfis de fofoca, inclusive do perfil Choquei, tira-se a responsabilidade do conteúdo apresentado, é como uma carta aberta de “posso publicar qualquer coisa, mesmo que seja fake news” completa Donato. Dessa forma, essas páginas focadas na obtenção de lucro e visualizações, fazem parte de um ecossistema milionário, onde são financiados por agências de marketing, plataformas de apostas online e até grupos políticos. A combinação desses fatores, resulta em uma produção de conteúdos tendenciosos aos interesses delas, como uma campanha de difamação ou pró-candidato.

Outra problemática é a polarização dos meios digitais, que operam a partir de uma lógica de interesse e consumo em que se “endereça só o que ela [a pessoa] quer ver, só o que vai vender dentro daquele ambiente”, relata Rita. Esse mecanismo faz com que os usuários consumam apenas conteúdos alinhados às próprias preferências, o que cria bolhas informacionais e limita o contato com outras perspectivas. “Você para de consumir qualquer outra coisa e vai ficando uma pessoa que acha que a bolha que está é onde tudo acontece. E não é verdade”, completa a jornalista. 

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“As páginas de fofoca entenderam que, se as pessoas buscam esse tipo de conteúdo que desinforma, traria mais engajamento oferecer exatamente aquilo que o público deseja, ainda que alguém morra por causa disso” afirma Rita Donato, jornalista. 

Ao ver uma notícia considerada bombástica sobre alguém, principalmente sobre uma figura pública, o instinto imediato de “fofocar” pode sucumbir à razão de verificar se tal fato é verdadeiro, assim, o usuário encontra-se em posição de vulnerabilidade diariamente. Para Patrícia Basílio, especialista em economia, o obstáculo em reconhecer conteúdos falsos não está restrito a uma faixa etária específica. “Não é só o público mais velho”, afirma. Segundo ela, existe uma questão relacionada à educação digital, já que muitos não possuem ferramentas para compreender a lógica de funcionamento da internet e verificar a credibilidade das informações consumidas. “Você precisa confirmar as informações que está vendo, precisa desconfiar de tudo.” Patrícia ainda aponta que, muitas vezes, o consumo acontece de maneira automática: “Você vai no fluxo. Só vai lendo, nem olha onde está vendo a notícia.” A disputa na internet é a audiência, e o ganho desses clickbaits, revela Basílio,  gera uma receita publicitária “porque quando você vai vender é com base na audiência daquela página. Não importa como foi ganhada.”

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